Falta de estrutura leva bombeiros do RS a implementar rodízio de quartéis
15/03/2016 09:19 em Novidades

Oito sedes da corporação ficam desativadas alternadamente.
Comandante garante que a medida não impactará no atendimento.

A falta de recursos e efetivo do Corpo de Bombeiros leva ao fechamento alternado de quartéis no Rio Grande do Sul

Oito sedes da corporação passam por um rodízio, no qual os bombeiros que atuam no local que estiver desativado serão deslocados para outros municípios.

"Há regiões em que, mesmo com o aporte de hora extra, o efetivo é tão pequeno que não conseguimos manter o quartel aberto", explica o comandante dos bombeiros do Rio Grande do Sul, Adriano Krukoski Ferreira, que garante que a medida não impactará no atendimento. "A população pode ficar tranquila que, em um radio de 20 km, vai ter algum quartel que vai estar dando atendimento no dia que o outro estiver fechado", acrescentou.

Um dos quartéis de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, fechou as portas nesta terça-feira (14). Moradores do bairro Mathias Velho lamentam a medida. "Faz bastante falta para a população", lamenta o comerciante Claudionor Lacerda. "Nunca sabemos quando vamos precisar, qualquer um de nós", alerta.

Em Giruá, no Noroeste do estado, os militares da unidade de combate a incêndio foram trabalhar em Santa Rosa e Santo Ângelo. "Acredito que vai ser uma perda para a comunidade. Espero e torço para que não seja definitivo", lamenta o comandante dos bombeiros de Giruá, tenente Odenide Weissheimer.

Falta de efetivo
O Corpo de Bombeiros gaúcho conta atualmente com 2.250 servidores, mas o previsto em lei é 4,8 mil. Além disso, no ano passado 211 bombeiros se aposentaram e não houve reposição. Os bombeiros saem para atender uma ocorrência sem o número considerado seguro para manter a integridade da equipe, como afirma o coordenador institucional da Associação de Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Abergs), Nélvio Rodrigues.

Segundo Rodrigues, os veículos da corporação atendem ocorrências de incêndio com apenas três bombeiros. "Para dar segurança aos militares, à população, tem que ser no mínimo cinco combatentes no caminhão", destaca.

Segundo o comando da corporação, a nomeação de 570 homens aprovados no último concurso poderá aliviar a crise da falta de efetivo.  No entanto, não há perspectiva de quando isso pode acontecer.

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